sábado, 15 de dezembro de 2007

O amor não tira férias

"I've found almost everything ever written about love to be true. Shakespeare said "Journeys end in lovers meeting." What an extraordinary thought. Personally, I have not experienced anything remotely close to that, but I am more than willing to believe Shakespeare had. I suppose I think about love more than anyone really should. I am constantly amazed by its sheer power to alter and define our lives. It was Shakespeare who also said "love is blind". Now that is something I know to be true. For some quite inexplicably, love fades; for others love is simply lost. But then of course love can also be found, even if just for the night. And then, there's another kind of love: the cruelest kind. The one that almost kills its victims. Its called unrequited love. Of that I am an expert. Most love stories are about people who fall in love with each other. But what about the rest of us? What about our stories, those of us who fall in love alone? We are the victims of the one sided affair. We are the cursed of the loved ones. We are the unloved ones, the walking wounded. The handicapped without the advantage of a great parking space! Yes, you are looking at one such individual. And I have willingly loved that man for over three miserable years! The absolute worst years of my life! The worst Christmas', the worst Birthday's, New Years Eve's brought in by tears and valium. These years that I have been in love have been the darkest days of my life. All because I've been cursed by being in love with a man who does not and will not love me back. Oh god, just the sight of him! Heart pounding! Throat thickening! Absolutely can't swallow! All the usual symptoms."

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Deixa pra lá

"Porque 'Te amo' não é 'Bom dia'."
Só parafraseando uma amiga...porque precisava registrar em algum lugar e pensei que não teria problema ser aqui.
(Desculpa se vc perdeu tempo lendo isso auhauah Só tou armazenando informações.)
Resumindo: ignorem-me.

sábado, 1 de dezembro de 2007

I'm back, baby

Depois de um longo período sem escrever nada, here I am. Ontem e antes de ontem surgiram vários pensamentos de crônicas que logo depois foram suprimidos pela minha necessidade urgente de estudar. Aì cheguei a conclusão que não há somente um lado bom em estudar. O lado ruim está exposto para quem quiser ver, e eu me confrontei com ele como se ele estivesse estampado em placas de outdoor, em frente à minha janela. Esse post é pra dizer que estou de volta, e que vcs se cansarão de me ver escrevendo aqui, principalmente depois que minha tão sonhada férias chegar.
"Um dia vazio, mesmo claro e puro
Como qualquer noite, é escuro" - Anne Frank, em seu diário.

Bom é estar de volta

Era uma noite de sexta-feira sem lua. O céu estava sem estrelas, sem satélites e sem graça (ó! Parece até hoje ¬¬’). Ela tinha acabado de chegar em casa, e tudo parecia muito bem, apesar do dia ter sido um pouco cansativo. Só vinha uma coisa na mente dela, como um mantra a ser repetido durante toda a semana: não se deixe abalar pelas circunstâncias. Muitas coisas ruins foram jogadas em seus dias, mas ela tinha se mostrado forte até a noite anterior, quando lágrimas saltavam-lhe aos olhos. Tudo involuntário decorrente de uma condição clínica decorrente de final de ano: estresse. Ela precisava de um momento bom. Precisava se distrair. Pensou que a única coisa boa a se fazer nessa hora era contemplar um bom filme – era seu passatempo predileto.
Lá foi ela até a sala, abrir o guia de filmes. Foi até a data do dia presente e correu o dedo por cada título daquela página azul e branca, de papel ruim. Riu do nome de alguns filmes e reconheceu outros, mas até ali, nada parecia bom. Hmm, terror não. Filme chato repetido? Acho que não. Filme desconhecido num canal alternativo? Sem disposição para isso. Ainda sem ligar a televisão, lançou seu olhar sobre seu canal favorito: aquele de filmes leves. Sabe aqueles filmes que são puro entretenimento? Aqueles que te fazem rir e chorar ao mesmo tempo, que tira um peso das suas costas, que não te atormenta. Era aquele canal que nunca faria ela se sentir mal por alguma causa social ou a faria pular de susto a cada cena. Era o canal que cabia para o momento. Leu um nome: ‘ABC do amor’. Que horário? 18h55min. Olhou para o relógio: 18h58min. Perfeito. Agarrou o controle remoto, ligou a TV, jogou-se no sofá e abriu um sorriso de satisfação. Ela odiava ver filme, seja em casa ou no cinema, sem ninguém do lado, mas abriu os braços pra essa situação. Quem visse a cena diria que era o retrato patético da solidão: um sofá de três lugares com uma pessoa esparramada no canto, naquela sala grande e vazia. Mas quem ligava? Era algo diferente e parecia uma ótima idéia, até porque não dava tempo de chamar ninguém pra acompanha-la, e pra falar a verdade, ela precisava de um momento sozinha. Estava cansada daquele tanto de gente sugadora e superficial que atormentavam seu dia-a-dia. As únicas pessoas que seriam perfeitas para o momento estavam longe. De qualquer forma, preferiu realmente estar ali: ela e a tela.
Semanas atrás ela tinha visto o trailler deste filme. Tinha se encantado pelo modo como um menino de 10 anos narrava sua história de amor, em plena Nova Iorque contemporânea. O filme todo era uma propaganda implícita dessa cidade apaixonante, e a narração era muito bem feita. Todo o filme parecia muito bem composto, e isso foi confirmado. Aproveitou para ler a sinopse do filme, ao final do guia: “Little Manhattan (2005) - A cidade de Nova York é um local romântico, até quando você tem 11 anos e está se apaixonando pela primeira vez na vida. É isso que o menino Gabe (Josh Hutcherson) descobre ao lado de sua colega de escola Rosemary (Charlie Ray). Nesta comédia romântica, o amor é visto pelo olhar de duas crianças.”
Ela saboreou cada cena, cada filosofia demonstrada, cada afirmação sobre o amor, cada palavra e imagem. Não demorou muito para se apaixonar pelo filme. Deu gargalhadas, chorou de tanto rir e também chorou sorrindo num sentimento confuso de alegria e identificação com as situações. Afinal, quem nunca teve um primeiro amor? Era o tipo de filme que ela gostava. Um filme que fazia seu tipo. Aquele que fazia despertar nela sentimentos que não sentia fazia tempo. Um filme sutil, com mensagens sutis, romântico e realista ao mesmo tempo. Sem apelos sexuais (coisa difícil de acontecer atualmente), sem complicações, sem violência. Um filme ideal para o momento. Não queria que nada interrompesse sua concentração , então arrancou os fios do telefone fixo e desligou o celular. Foi maravilhoso.
O filme tinha curado ela: viu sua inspiração voltar depois de um tempo sem a companhia das letras e ficou feliz por tudo aquilo. Uma onde de satisfação e paz tomou conta do seu ser e teve vontade de gritar para todos verem a história do Gabe para compartilhar o que tinha sentido, mas a única solução que encontrou foi escrever, numa mistura de fantasia e realidade, um pouco sobre a situação numa página besta da internet.