Só uma notícia-bomba para desviar a imprensa do caso Isabella Nardoni, e essa bomba estourou na semana passada, quando se soube que o jogador-fenômeno Ronaldo estava num motel do Rio de Janeiro com três travestis. O caso alcançou tal notoriedade que cogitou-se a perda, pelo jogador, de importantes patrocínios.
Não sei se Ronaldo contratou os travestis achando que eram prostitutas. Também não sei o que aconteceu realmente naquele quarto. O que sei é que, como sempre, o julgamento humano já foi feito e o jogador terá para sempre sua imagem arranhada.
Mas o que leva alguém a procurar um travesti?
Homens que se travestem de mulher não desejam mudar de sexo, e homens que procuram travestis sabem bem o que estão procurando. Na maioria são casados e estáveis financeiramente. Não querem ser taxados de homossexuais ou bissexuais, por isso buscam na aparência feminina dos travestis uma desculpa para a realização de suas fantasias de sodomia. Que ninguém se engane: em boa parte dos programas, o travesti é o ativo. Aliás, em qualquer anúncio tratam de exaltar o tamanho do “dote”, que é o que interessa aos clientes. Se estes quisessem uma mulher, buscariam prostitutas.
Mas por que os maridos têm deixado suas esposas para buscarem, lá fora, o prazer que deveria haver dentro do casamento?
Seja com travestis, ou prostitutas, ou amantes, ou no onanismo, há uma infinidade de casais infelizes, que buscam, fora, solução para seus problemas. O próprio Ronaldo estava noivo, mas mesmo assim foi atrás de prostitutas/travestis, e não uma, mas logo três. Muitos que estão nas igrejas agem da mesma forma, seduzindo e sendo seduzidos por outros da mesma igreja, a quem deveriam tratar como “irmãos”, pois assim é que Jesus nos vê. Outros, saem da igreja e vão buscar fortes emoções na internet ou em encontros pagos. Embora pareça, o sexo desenfreado não é uma panacéia, um remédio para tudo!
Muitos temos visto o sexo desregrado como refúgio, alívio, solução. Que quem está lá fora no mundo veja dessa forma é compreensível, pois estão como que mortos e tudo é ilusão. Mas para quem um dia aceitou ao Deus Vivo, a Jesus Cristo, é muito triste ainda se deixar enganar. O orgasmo pode, por alguns minutos, inebriar a mente, mas o efeito passa muito depressa e deixa, atrás de si, um sentimento de vazio ainda maior. Deus criou o homem e uma ajudadora para ele, mas o Pai da Mentira quer mostrar que mulher, família são coisas do passado: o bom e moderno é amar meninos e meninas, é sentir todas as formas de prazer com o maior número possível de pessoas, e ainda tem gente que acredita e que acha que “amar ao próximo” é ter que transar com ele.
Amar ao próximo é respeitá-lo, é honrá-lo, é ajudá-lo, não é seduzi-lo, comprá-lo, humilhá-lo. Quando vemos travestis dando “piti” muitas vezes achamos até engraçado, pois não conseguimos ver, através daquele rosto cheio de enxertos, daquele corpo deformado muitas vezes com silicone líquido, substância que pode ser muito prejudicial e causar muita dor e sofrimento, um ser humano. Mas é verdade, por detrás daquela “traveca” que pediu 50 mil para não difamar o Ronaldo, existe uma pessoa que foi criada à imagem e semelhança de Deus, mas que o Pai da Mentira convenceu de que não era nada, de que não valia nada, de repente apenas alguns reais por programa. Que o Príncipe desse Mundo convenceu de que não tinha nada, nem caráter, nem vergonha, e que por isso poderia fazer escândalos na tevê, inclusive quebrando equipamentos de uma emissora. E o engano é tão bem-feito que nos convence a todos, que ou estamos lhe jogando pedras, ou as jogando no jogador, aquele “safado sem-vergonha”. Mas será que não temos, também, coisas ocultas tão horripilantes que, se viessem à tona, escandalizariam não só à Igreja, mas a todo o mundo?
Não é fácil a vida de jogador de futebol. Na maioria vindos da pobreza, de uma hora para outra se vêem cercados de dinheiro, mulheres e fama. É uma mudança de enlouquecer qualquer um, a ponto de cometerem grandes bobagens.
Não é fácil a vida de um travesti. Desde cedo humilhados por sua homossexualidade, muitas vezes rejeitados por suas famílias, vão para as ruas onde, para sobreviver, são obrigados a deformar seus corpos e vendê-los a qualquer preço. Por serem alvos de playboyzinhos metidos a besta, de clientes violentos e até da polícia, aprendem a manejar o estilete e sabe-se lá que armas brancas, afinal melhor ferir ele do que eu. A vida nas ruas os torna animais em busca de sobrevivência.
Meu noivo trabalhou durante alguns anos com evangelização de prostitutas e travestis, no centro de São Paulo. Ele viu travestis serem recuperados, aceitarem a Cristo e mudarem de vida, mas não é fácil, pois são pessoas muito, muito feridas. Infelizmente ainda passo na Av. Indianópolis à noite e vejo os carrões importados de honrosos pais de família parados, combinando preço com as prostitutas e travestis do local, talvez porque às igrejas interessa mais converter os crentes de outras denominações para a sua, do que resgatar as vidas que mais estão em perigo – as que estão dentro e fora dos carrões.
Retirado do site SexxxChurch:
http://www.sexxxchurch.com (investirei mais tempo para ler seus artigos...fico feliz em ver a comunidade cristã abrindo a mente, sem deixar o evangelho de lado.)